
| Artigo Mas voltando ao nosso jornal gratuito, devo deixar registrado o quanto a notícia me deixou feliz. Eu, mera jornalista sem eira nem beira, que abracei outra atividade profissional para o dia-a-dia, mas que nunca deixei o jornalismo como paixão. Fico feliz pelos empregos que irão surgir com esse novo periódico em fase de elaboração. Que sejam bem aproveitados os bons profissionais. Fico contente ainda pelo público-alvo a que se destina: os jovens. Esses sim devem agradecer a iniciativa. Seres que têm um mundo de informações aos seus pés, mas que parecem não permitir que as mesmas entrem em suas mentes. Ou melhor dizendo, só permitem o acesso da informação que lhes interessa. E é aí que mora o perigo. Nem sempre o que parece interessante é o melhor a ser aprendido. Nos dias que correm, ser especialista deixou de ser novidade ou mesmo diferencial. Hoje temos que ser especialistas generalistas. Ou seja, saber um bocado sobre alguma coisa e um pouco ou o suficiente sobre tudo o mais. É o que nos faz a cruel concorrência que nos engole e cospe todos os dias, sobrando apenas os bagaços de quem presta para dar um suco ou um caldo ralo no mar da produção diária. Aprendi a saber um pouquinho de tudo quando vivi minha experiência, quase surreal, como repórter. A rotina era não ter rotina. Nunca sabia se no dia seguinte iria entrevistar o prefeito ou se a aventura seria em algum morro da cidade, atrás dos barrancos e das vítimas. Foi assim, na prática, que logo passei a usar meu uniforme de camiseta branca e calças jeans. A variação estava nos pés. Botas ou tênis. Na cabeça, levava o básico, tudo o que eu havia aprendido como estudante e profissional. Os acessórios que mudavam a cada dia e que me fazia ser o “sabe-um-pouquinho-de-tudo” também iam junto, armazenados depois de todas as leituras de jornais, revistas, pautas, conversas e qualquer outra fonte minimamente confiável de informações. Espero, portanto, que o público-alvo dos jornais, revistas ou informativos da vida digital aproveitem cada palavra que lerem. Sejamos jovens ou já maduros profissionais calejados, temos que sorver ao máximo a salada de notícias e informações que nos rodeiam. Nada parece ser mais superficial ou banal. Se não servir para a próxima reunião de pauta, tenho certeza que servirá para a conversa fiada da hora do cafezinho com o seu editor. Desejo, então, boa sorte ao empreendimento do jornal gratuito e que ele possa servir ainda de inspiração para projetos semelhantes em todo o país. Inclusive em nossa tão amada província recifense. Bem-vindas as boas idéias e bem-vindos à coluna Textos e etc. |
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gratuito
Taciana Antunes
